quinta-feira, 3 de março de 2011

PERTURBAÇÕES DA MEMÓRIA

As perturbações da memória mais frequentes têm origem em problemas orgânicos – em resultado, por exemplo, de traumatismos cranianos ou acidentes vasculares cerebrais. Acontece também serem uma característica do estado de demência.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

KRAMER VS. KRAMER

Este drama norte-americano de Robert Benton, inspirado no romance de Avery Corman, reflecte de uma forma tocante e magistral a dor da separação, desenha conflituosas relações familiares, focando essencialmente ligações profundas entre pai e filho.   
    Na cena inicial, emerge Ted Kramer, descontraído mas completamente absorvido pelo seu mundo publicitário de trabalho, dirigindo-se para casa. Este é surpreendido, quando Joanne Kramer, sua esposa, anuncia serenamente, que o vai abandonar, juntamente com o filho, Billy de seis anos. A opção de Joanne denuncia a sua infelicidade com a relação predominante entre ela e Ted, ansiando descobrir os seus próprios interesses e uma posição no mundo. Subentende-se que esta relação primava pelo distanciamento emocional, afectivo, reduzida preocupação e disponibilidade no que toca à esfera familiar, por parte do seu marido, bem como a sua incapacidade de lidar com os sentimentos de Joanne.
   

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma perspectiva e metodologia inovadoras

Uma das críticas mais veementes feitas por Bronfenbrenner à forma tradicional de se abordar o desenvolvimento humano é o facto de os estudos que as suportam terem sido feitas “fora do contexto”. Em 1977, este autor afirma “essas investigações focalizavam, somente, a pessoa em desenvolvimento dentro de ambiente restrito e estático, sem a devida consideração das múltiplas influências dos contextos em que os sujeitos viviam”. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Crianças são mais agressivas entre o primeiro e o quarto ano de vida

Um estudo canadiano revela que é entre o primeiro e o quarto ano de vida que se verifica o maior índice de agressividade nas crianças, antes de estarem expostas a factores como a violência televisiva. O estudo, realizado por Richard Tremblay, da Universidade de Montreal, Canadá, contradiz a crença geral que aponta a adolescência como a altura em que as crianças são mais agressivas.

Tremblay procurou saber se a violência é ou não uma componente intrínseca do ser humano, incidindo a sua investigação na forma como a interacção da genética com os factores ambientais contribuem para desencadear comportamentos agressivos ou anti-sociais
As conclusões assinalam que o maior índice de agressividade nas crianças se dá entre o primeiro e o quarto ano de vida e não na adolescência, antes de estarem expostos ao ambiente familiar e a factores como a violência televisiva.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Processos de Influência Social – A Normalização

Situando-nos ainda no interlúdio da dinâmica de grupos, este artigo vai procurar descrever o contributo de Sherif para o estudo dos processos de influência social, mais especificamente, a normalização. 
As normas são um factor imprescindível na nossa vida, permitindo uma certa estabilidade do meio e uma maior facilidade na aprendizagem de comportamentos. Por outro lado, sem as normas a relação interpessoal seria dificultada, ou seja, não conseguiríamos descodificar, nem prever o comportamento das pessoas com quem estabelecêssemos uma interacção. Para Sherif (1969) as normas são “uma escala de referências ou avaliações que define a gama de comportamentos, atitudes e opiniões permitidas e repreensíveis”.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

The Gods Must Be Crazy

        Esta comédia excepcional reproduz uma intersecção problemática de culturas absolutamente distintas nos seus hábitos, comportamentos, práticas, crenças e valores. Parece que o filme desenha uma colisão cultural, registando-se simultaneamente a aprendizagem e absorção de novos costumes e elementos culturais.  
A cultura específica assume-me como rainha, pelo que é a sua influência, vasta e poderosa que guia e orienta as diversas condutas do ser humano, nas mais variadas situações, assim como, no modo, como cada um vislumbra e interpreta o mundo que o envolve, atribuindo-lhe significados peculiares mediante as suas convicções, perspectivas, esquemas cognitivos perfilhados pela realidade cultural.
O filme desenha um autêntico mundo de relatividade cultural, onde cada cultura marcada por modelos padronizados de comportamento e o seu sentido deve ser compreendida à luz de um determinado enquadramento geográfico e temporal.
       

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POR QUE INFLUENCIAR ATITUDES E COMPORTAMENTOS DOS CONSUMIDORES?

Influenciar atitudes e comportamentos têm demandado grandes esforços das organizações modernas. Face aos constantes investimentos em pesquisa, as empresas descobriram métodos persuasivos, conforme a seguir.
Na área da comunicação, mais especificamente na visão do Marketing, as formas comunicativas disponíveis representam importantes alternativas de persuadir os consumidores.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O EFEITO PIGMALIÃO

Efeito Pigmalião (também chamado efeito Rosenthal), é o nome dado em psicologia ao efeito das nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.
O poeta romano Ovídio, que viveu no início da era cristã, escreveu sobre o escultor Pigmalião, que se apaixonou pela própria estátua e foi premiado pela deusa Vénus, que lhe deu vida. O polémico dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, escreveu sobre esse tema na peça Pigmalião, posteriormente adaptada para o musical My Fair Lady, que retrata a história de uma florista que se transforma em lady porque alguém a viu como tal, fazendo aflorar a lady que já existia dentro dela.

domingo, 19 de dezembro de 2010

FORMAÇÃO DAS IMPRESSÕES

Quem é que nunca ouviu expressões como “a primeira impressão é a que fica” e “não terás uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão”?
Num processo de Recrutamento e Selecção para um emprego, a primeira oportunidade de causar “boa impressão” surge na triagem curricular e posteriormente na entrevista.
Como é que o entrevistador formula a sua impressão acerca do seu entrevistado?
Para criarmos uma impressão acerca de outra pessoa, não necessitamos, em geral, de muita informação.
A informação pode obter-se de forma directa, através da interacção, observando o comportamento verbal e não verbal, e de forma indirecta, como, por exemplo, através do “ouvir dizer”. Contudo, frequentemente, basta-nos percepcionar pequenos indícios do seu comportamento para rapidamente nos sentirmos em condições de podermos fazer juízos acerca de uma série de atributos que, supostamente, caracterizam essa pessoa. O facto de não termos observado realmente qualquer desses atributos em nada abala a nossa convicção. E, apesar de uma pessoa poder relevar características diferentes, ou mesmo contraditórias, não hesitamos em criar dela uma impressão unificada.
Formar uma impressão significa organizar a informação disponível acerca de uma pessoa de modo a podermos integrá-la numa categoria significativa para nós.
Quando se trata de primeiras impressões, uma componente fundamental dessa organização é a categoria avaliativa. Embora a avaliação possa ser de tipo afectivo (gostar/não gostar), moral (bom/mau) e instrumental (competente/incompetente), a generalidade da pesquisa sobre formação de impressões tem incidido essencialmente sobre o primeiro e segundo tipo. No entanto, a primeira impressão é mais vasta do que essa primeira reacção avaliativa. Efectivamente, a partir do momento em que fica estabelecida a avaliação positiva ou negativa, e sem mais informação, sentirmo-nos capazes de fazer inferências “óbvias” acerca da inteligência, da integridade, da ambição, do sucesso profissional, etc., da pessoa em causa.
A facilidade com que se tende a ir além da informação específica de que se dispõe revela que esta não é processada no vácuo e que as pessoas utilizam as suas estruturas cognitivas, ou esquemas, para a completarem e tornarem coerente.
De facto, o entrevistador, apenas consegue decifrar e interpretar os estímulos verbais e não verbais relativos à outra pessoa, e ao contexto em que se encontram, com base nos conhecimento que já possui e que incluem representações de traços, de comportamentos, de estereótipos e de situações sociais assim como das suas inter-relações.
Jorge Vala, Maria Benedicta Monteiro (2002), Psicologia Social. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Logo nas primeiras aulas do mês de Janeiro vamos estudar as impressões. Qual é a importância da formação das impressões? Como é que elas se formam? Deixa a tua resposta na caixa dos comentários.