Este filme prima por uma densa vertente psicológica, espelhando de uma forma brilhante a complexidade do funcionamento das estruturas do cérebro humano, dos processos cognitivos e a sua consequente relação e influência nos diversos comportamentos e acções.
Vislumbramos uma peculiar e enigmática história que une dois irmãos, pelas circunstâncias dramáticas operadas, através da morte repentina do pai e pelas posteriores questões de herança, que em vez de se concentrarem em Charlie, são materializadas em Raymond, o seu irmão mais velho, absolutamente desconhecido para Charlie e que se encontra numa instituição psiquiátrica.
Charlie (Tom Cruise) distingue-se, não apenas pelo seu físico, mas essencialmente, pela sua dimensão profissional, intelectual e um cariz egocêntrico e ambicioso. Em contraste, Raymond (Dustin Hoffman) não é um indivíduo com padrões normais, particularmente no plano cognitivo e social. Ele evidencia Síndrome de Savant, ou seja, é um autista sábio.