Como o resto da população consiste em indivíduos, cada um tentando maximizar o seu próprio sucesso, a única estratégia que persistirá será aquela que, uma vez desenvolvida, não possa ser superada por nenhum indivíduo divergente.
A fim de aplicar esta ideia à agressão considere o leitor o seguinte caso. Suponha que existem apenas dois tipos de estratégias de luta numa população de uma espécie particular, a estratégia do falcão e a do pombo (os nomes referem-se às metáforas humanas e não têm ligações com os hábitos das aves de onde os nomes são tirados: os pombos, de facto, são aves bastante agressivas). Qualquer indivíduo da nossa população hipotética é classificado como falcão ou como pombo. Os falcões lutam sempre o mais dura e agressivamente que podem, retirando-se só quando seriamente feridos. Os pombos limitam-se a ameaçar de uma maneira convencional, nunca ferindo o outro. Se um falcão lutar com um pombo, o pombo fugirá rapidamente e, assim, não será ferido. Se um falcão lutar contra outro falcão, a luta prosseguirá até que um deles fique seriamente ferido ou morra Se um pombo encontrar outro pombo, ninguém se magoará; ameaçar-se-ão mutuamente durante muito tempo, até que um deles se canse ou decida não importunar mais o outro,, retirando-se. Por enquanto admitimos que não existe nenhuma maneira pela qual o indivíduo possa saber, antecipadamente, se um determinado rival é um falcão ou um pombo. Ele só descobre isso ao lutar com ele e não tem qualquer recordação e lutas passada com outros indivíduos que o guie.








